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Cientista baiana que sequenciou genoma da Covid recebe Comenda Maria Quitéria

A biomédica baiana Jaqueline Goes é a coordenadora da equipe que sequenciou no tempo recorde de 48 horas, o genoma do SARS-CoV-2, no Brasil.

A biomédica baiana Jaqueline Goes de Jesus, responsável pelo sequenciamento genético do novo coronavírus apenas 48 horas depois dos primeiros casos de covid-19 na América Latina, receberá a Comenda Maria Quitéria. A honraria será dada pela Câmara Municipal de Salvador, na próxima terça-feira (12/1), às 9h30. O ato poderá ser acompanhado ao vivo pela TV Câmara (Canal 12.3 na TV aberta) ou pelas redes sociais do legislativo municipal.

A cientista coordenou o trabalho inédito, realizado pelo Instituto Adolfo Lutz, em conjunto com a pesquisadores da USP e Universidade de Oxford. A Comenda Maria Quitéria é uma honraria do legislativo municipal entregue às mulheres que se destacam em atividades em benefício da cidade de Salvador ou ao Estado da Bahia.

“Jaqueline teve um trabalho desenvolvido que prestou um serviço de alta grandeza para além das fronteiras do país, é um orgulho para nós mulheres baianas, uma inspiração para mulheres negras e nordestinas. Esta comenda tem um valor ainda maior, porque assim como a independência da Bahia foi na verdade a independência do Brasil, Jaqueline merece este reconhecimento em todo o país”, explica a vereadora Marta Rodrigues autora do requerimento.

Graduada em Biomedicina pela Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública, e mestre em Biotecnologia em Saúde e Medicina Investigativa (PgBSMI), pela Fiocruz da Bahia, Jaqueline desenvolveu toda a sua pesquisa no Programa de Pós-Graduação em Patologia (PGPAT), da Universidade Federal da Bahia (UFBA), e realizou doutorado-sanduíche nas Universidades de Oxford e de Birmingham, na Inglaterra.

Doutora em Patologia Humana e Experimental pela Universidade Federal da Bahia, ela assegura que o RNA viral não vai mudar o material genético e que é imprenscindível tomar a vacina. “Quem inventou uma coisa dessa primeiro não entende nada de biologia, porque não entende o mecanismo natural para o RNA ser inserido no genoma, e quem reproduz entende menos ainda porque acredita”, disse ao Universa, do Site UOL.

Fonte: CORREIO DA BAHIA/ A TARDE