Repórter vai às ruas

Catu: A novela do transporte municipal da cidade

Por Donaire Verçosa e Luis Antônio Santos e Santos

O transporte coletivo torna-se de suma importância para o processo de gestão das cidades. Um modelo adequado permite reduzir congestionamentos, emissão de poluentes, reduzirem acidentes de trânsito, bem como proporcionar uma significativa melhoria na qualidade de vida de seus cidadãos.

Em Catu, há muito tempo vive-se a precariedade do serviço de transporte público, bem como, uma desastrosa modalidade de oferecimento desse serviço tão essencial à população catuense, e o nesse momento a precariedade ficou latente, chegando quase ao caos.

Conforme a Constituição Federal, em seu inciso V, artigo 30, os meios de transporte público são aqueles gerenciados, primariamente, pelo poder público municipal ou por empresas privadas por meio do regime de concessão ou de permissão.

Recentemente, houve uma licitação em Catu, para contratação de uma nova empresa gerir e oferecer transporte público na cidade.Onde na mesma , só teve interesse em participar: Cotran e Paixão transporte.

E a Paixão transporte foi a vencedora conforme Extrato de contrato de Concorrência Pública 01/2021, publicado no Diário Oficial do Município n.° 906 de 11 de março de 2022.

Segundo informações de pessoas ligadas à Administração Pública Municipal de Catu, não existe contrao ou permissão ativa entre a Prefeitura Municipal e a Cootran. Na verdade,  a Cootran está prestando o serviço sem contrato.

Entramos em  contato com o vereador Rubens de Pau Lavrado (PT) que informou ter conversado com o responsável pela COOTRAN, Rogério Ribeiro Pinto, e ficou sabendo que os ônibus da Cooperativa irão parar de funcionar.

Inclusive, no dia de hoje (17/03), o Distrito de Sitio Novo amanheceu sem ônibus e o Vereador Rubens ligou para Rogério pedindo que enviasse o transporte para aquela localidade.

Em resumo, o transporte coletivo tem o potencial de promover uma série de vantagens para os habitantes da cidade, ampliando sua capacidade de locomoção e seu bem-estar, tornando as pessoas mais felizes, mais ricas e mais saudáveis.

A população catuense não pode sofrer com esse impasse de quem vai oferecer o transporte público na cidade. Isso porque, a vencedora da licitação (Paixão Transporte) alega que tem 90 (noventa) dias para começar a operar. E a vencida (COOTRAN) alega que não tem mais responsabilidade sobre a prestação do serviço após a licitação.

Com a palavra os envolvidos nesse  processo de responsabilização. A equipe de reportagem do Catu Acontece aguarda uma reunião das partes interessadas finalizar, para saber o.que ficou decidido entre COOTRAN e a Prefeitura Municipal de Catu-Ba, se pronunciaram formalmente.