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BH ganha “IML” de animais para investigação de mortes suspeitas

Local é destinado a fazer exames de corpo de delito e autópsias para identificar crimes de maus-tratos; veja como funciona e saiba onde denunciar em Catu em casos assim.

Belo Horizonte passa a contar, desde da última sexta-feira (1º), com um “IML” para animais. O IMVL (Instituto Médico Veterinário Legal) está ligado ao Hospital Público Veterinário da capital, localizado no bairro Madre Gertrudes, na região Oeste da capital mineira.

O local foi criado com intuito de receber animais vítimas de maus-tratos recolhidos pelos órgãos oficiais. Lá, serão realizados exame de corpo de delito, além de registros em fotografias e filmagens. Caso o animal chegue sem vida ao instituto, será feita uma autópsia para apontar possíveis causas da morte.

A estrutura vai dar suporte às investigações de crimes contra os animais, como explica o diretor do instituto, Aldair Pinto. 

—  O grande objetivo desse espaço é entregar à Polícia Civil do Estado um espaço onde ela possa usar os mesmos recursos que tem um IML para que seja feita a dignidade e a lei perante aos animais.

Antes do instituto destinado aos animais, a Polícia Civil contava o apoio de faculdades da região para análises técnicas.

Aldair Pinto explica que em caso de morte que precisa de investigação, o tutor do animal não deve levá-lo diretamente para o instituto. Antes, é preciso acionar a polícia.

— Se a pessoa traz o animal para o instituto, o local do crime é desconfigurado e alterado, o que prejudica o inquérito investigativo. Para a resolução de crimes de maus-tratos a animais, a primeira situação é acionar as polícias Militar e Civil através de boletins de ocorrência. 

O Instituto Médico Veterinário Legal conta com uma equipe de médicos voluntários que tem experiência em medicina veterinária legal para a prestação do serviço, além do espaço para o atendimento aos animais, incluindo mesa de necropsia, refrigeradores e geladeiras, de acordo com a Prefeitura de Belo Horizonte.

A nova estrutura foi feita em parceria entre a Prefeitura de Belo Horizonte, a ONG Patas Para Você, de São Paulo, e a Anclivepa-MG (Associação Nacional de Clínicos Veterinários de Pequenos Animais de Minas Gerais). Via R7).

Em Catu já houve casos em que ficaram comprovadas envenenamentos de gatos, e um em específico na região do bairro do Bom Viver, o infrator foi obrigado pelo MP a pagar uma multa de 5 mil reais, e teve que fazer uma declaração se retratando pelo ocorrido que foi divulgada na época por ordem judicial na Catu Acontece.

Mas ainda segundo a Associação de Protetores de Animais de Catu, casos de maus-tratos ainda acontecem na cidade, e, segundo a tesoureira da APAC, “é importante que todos sejam agentes de defesa dos animais, e denunciem as autoridades locais, nesse caso a ponte mais direta é a Delegacia Local, localizada na Av. Armando Ferreira, 331 – Catu, contato telefônico (71) 3647-0808, que tem como responsável maior, o Delegado Henrique Moraes.” Ressaltou Célia.

Saiba como contribuir com os protetores de Catu-Ba, através do link abaixo:

https://www.instagram.com/apaccatu/